quarta-feira, 16 de novembro de 2011







Capítulo 01.




Já passava das cinco e meia da tarde. Eu e Helen éramos muito unidos, segredos não eram problemas para os “melhores irmãos do mundo” como nós mesmos nos nomeamos. Tínhamos quatorze anos na época que tudo começou a ocorrer. Na verdade, eu tinha quatorze e ela treze. Naquela tarde, mamãe havia saído para comprar algo no centro e nos deixou cuidando de Cecília.
 - Ela não para de chorar Augusto! – dizia Helen – Não suporto o choro dela. – ela dizia se sentando no sofá com as mãos tapando os ouvidos.
- Helen, ela tem apenas quatro anos, o que você esperava? – eu repetia, segurando Cecília em meus braços e olhando para Helen que se emburrava em me ver com a pequena.
- Não vai me trocar por ela não é? – ela me olhava
- O que? – eu olhei para ela – está com ciúmes de mim e de Cecília? Ela sua irmã, assim como eu.
 - Não. Ela não é minha irmã assim como você. Ela é muito mais sua irmã do que minha. Você sabe de sangue. Essa menina não é nada minha. – ela me olhava e encarava ao mesmo tempo Cecília, que quieta, quase adormecendo no meu colo, parava de chorar.
- Olha o que fala Helen. Ela é sua irmã sim. Pode não ser de sangue mais é de consideração. Assim como eu. – voltei a repetir, sentando ao seu lado. A partir daquele dia pude perceber que tudo que Helen fazia era para nos chamar a atenção, parecia que ela disputava com Cecília pela atenção de nossos pais, e até de mim. Ela não gostava de Cecília e começou a se comportar como criança a partir do momento em que Cecília começou a falar andar e crescer. Certo momento mamãe conversava com papai sobre as atitudes de Helen, como prender a respiração, fingir-se desmaiada ou coisa pior. Coisa pior, que falo, seria como, certa vez que fomos a um churrasco na casa de um amigo de papai e Helen ameaçou cair na piscina, pois eu estava ensinando Cecília a nadar. Você deve se perguntar, grande coisa, cair na piscina; Mas, Helen tinha aquela doença desconhecida que seria como “alergia” a água e água em abundancia traria sérios problemas para ela, como inchaço, ou até febre, ou coisa pior.



Introdução.


Nunca na sua vida, subestime seus sonhos. Por quê? Ao ler esta história você irá entender que algo que você deseja muito no final acontece. De tanto insistir tudo pode acontecer. E não é por que é algo digamos que “diferente” que não pode ser real. Nada precisa ter explicação. Nada. Meu nome é Augusto Bach, e há muito tempo conheci uma menina chamada Helen, ela era órfã e vivia no orfanato de nossa cidade, segundo minha tia, que lá trabalhava, Helen chegou com poucos dias de vida, encontrada na baía, perto das pedras, por turistas. Logo que chegou, muitos quiseram a adotar, mais não podiam, pois Helen sofria de uma grave doença alérgica que fazia com que a menina quase morresse em contato com a água. Algo diferente do comum. Alergia a água. Era estranha, e por todos os médicos da pequena cidade à beira mar, Helen passou. Com o passar dos anos, Helen foi crescendo e se tornando mais resistente à sua doença, podendo então ser adotada. Logo na primeira semana, com seus oito anos, foi adotada pela família Bach, sim meus pais. Meus pais são donos de uma lanchonete na beira da praia, onde alugam também Jet Sky, e outras coisas. Na época que adotaram Helen, eu estava com meus nove anos, então eu e Helen convivemos muito bem os primeiros anos, até mamãe engravidar novamente de uma menina, nossa irmã, Cecília. Após o nascimento de Cecília, começou o tempo da adolescência, tanto minha, quanto a de Helen. Foi ai que começou tudo... Todos os problemas... Toda realidade.

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                           Vou começar a postar pessoal! #TodosComemoram
                               
     aguardem só mais um pouquinho, sei que é chato esperar, mais tenho que arrumar tudo aqui (: hehe!